Na madrugada de 17 de agosto de 2025, Maria Beatriz Paiva, de 24 anos, sobreviveu milagrosamente a uma tentativa de feminicídio em Olímpia, São Paulo. Seu ex-companheiro, Guilherme Crisóstomo da Silva, de 25 anos, atirou contra sua cabeça e costas, sequestrou o filho do casal e fugiu. Contudo, a coragem de Maria Beatriz e a rápida resposta das autoridades salvaram sua vida e resgataram a criança. Este caso chocante reacende o debate sobre a violência contra mulheres.
O que aconteceu na tentativa de feminicídio em Olímpia?
Por volta das 2h de domingo, Maria Beatriz deixava a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Olímpia com seu filho de 1 ano e 9 meses, tratado por febre. De repente, Guilherme, armado com um revólver, forçou-a a entrar em seu GM Kadett branco. Em seguida, ele a levou ao Sítio Santa Bárbara, uma área rural, e disparou três vezes contra ela, acertando-a na cabeça e nas costas. Logo após o crime, Guilherme fugiu com a criança.
Detalhes do crime:
Local: Sítio Santa Bárbara, Olímpia.
Arma: Revólver.
Vítima: Maria Beatriz Paiva, 24 anos.
Suspeito: Guilherme Crisóstomo da Silva, 25 anos.
Apesar dos ferimentos graves, Maria Beatriz caminhou até um sítio próximo e pediu socorro. Imediatamente, uma testemunha acionou o SAMU, que a levou à Santa Casa de Olímpia, onde ela permanece em observação, sem risco de morte.
Como a polícia agiu após o crime?
Rapidamente, a Polícia Militar (PM) e a Guarda Civil Municipal (GCM) iniciaram uma operação para localizar Guilherme e resgatar a criança. Além disso, após contato com a mãe do suspeito, os policiais descobriram que ele deixou o menino na casa de sua irmã, no bairro Harmonia. Assim, a criança foi resgatada em segurança.
Ações policiais:
Operação conjunta com PM (Cabo Adaor e Cabo Monteiro) e GCM.
Registro da ocorrência no Plantão Policial de Barretos, com o delegado Dr. Edson Winning.
Buscas pelo suspeito, que fugiu em um GM Kadett branco, placas BNO-2459.
Vale notar que Maria Beatriz já tinha uma medida protetiva contra Guilherme e registrara um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher (DDM). Portanto, a PM solicita que qualquer informação sobre o suspeito seja comunicada pelo 190.
Qual o impacto social da tentativa de feminicídio?
Casos como este em Olímpia destacam a urgência de combater a violência contra a mulher. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, em 2024, o estado registrou mais de 200 feminicídios e milhares de tentativas. Assim, a tentativa de feminicídio expõe lacunas na proteção de vítimas com medidas protetivas e reforça a necessidade de monitoramento de agressores.
Impactos sociais:
Cresce a insegurança entre mulheres em situação de violência doméstica.
Surge a demanda por mais casas-abrigo e suporte psicológico.
Aumenta a importância de denunciar abusos pelo 180.
Além disso, a comunidade de Olímpia se mobiliza com campanhas como o “Agosto Lilás”, que promove ações contra a violência de gênero. Dessa forma, o caso reforça a relevância de redes de apoio comunitário.
O que dizem especialistas sobre violência de gênero?
Conforme explica a psicóloga Dra. Ana Clara Mendes, especialista em violência doméstica, “o ciclo de abusos frequentemente precede a tentativa de feminicídio”. Ela destaca que medidas protetivas ajudam, mas precisam de fiscalização rigorosa. Da mesma forma, a delegada da DDM de Olímpia, Dra. Mariana Prado, afirma: “Denunciar é essencial, e a sociedade deve apoiar as vítimas sem julgamentos.”
Recomendações de especialistas:
Denuncie ameaças pelo 180 ou em delegacias.
Busque redes de apoio, como a Casa da Mulher Brasileira.
Promova educação para desconstruir o machismo desde cedo.
Portanto, especialistas alertam que a impunidade e a falta de recursos para monitorar agressores favorecem a reincidência, como no caso de Guilherme, que violou a medida protetiva.
Conclusão
A sobrevivência de Maria Beatriz Paiva inspira esperança, mas também exige reflexão sobre a violência de gênero. Enquanto a polícia busca Guilherme Crisóstomo, a sociedade deve se unir para proteger mulheres e prevenir novos casos de tentativa de feminicídio. Denunciar pelo 180, apoiar vítimas e cobrar políticas públicas são passos essenciais. Se souber algo sobre o suspeito, contate o 190 imediatamente.
FAQs
O que aconteceu com Maria Beatriz em Olímpia?
Guilherme baleou Maria Beatriz na cabeça e nas costas, mas ela sobreviveu e está na Santa Casa.
Como a polícia encontrou a criança sequestrada?
Após contato com a mãe do suspeito, a PM localizou a criança na casa da tia, no bairro Harmonia.
Maria Beatriz tinha proteção contra o agressor?
Sim, ela possuía medida protetiva e um boletim de ocorrência registrado na DDM de Olímpia.
Como denunciar violência contra a mulher?
Ligue para o 180 ou procure a delegacia mais próxima para relatar abusos ou ameaças.










