segunda-feira, fevereiro 2, 2026
InícioUltimas NotíciasMulher Sobrevive a Tiro na Cabeça em Tentativa de Feminicídio em Olímpia

Mulher Sobrevive a Tiro na Cabeça em Tentativa de Feminicídio em Olímpia

-Publicidade-

Na madrugada de 17 de agosto de 2025, Maria Beatriz Paiva, de 24 anos, sobreviveu milagrosamente a uma tentativa de feminicídio em Olímpia, São Paulo. Seu ex-companheiro, Guilherme Crisóstomo da Silva, de 25 anos, atirou contra sua cabeça e costas, sequestrou o filho do casal e fugiu. Contudo, a coragem de Maria Beatriz e a rápida resposta das autoridades salvaram sua vida e resgataram a criança. Este caso chocante reacende o debate sobre a violência contra mulheres.


O que aconteceu na tentativa de feminicídio em Olímpia?

Por volta das 2h de domingo, Maria Beatriz deixava a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Olímpia com seu filho de 1 ano e 9 meses, tratado por febre. De repente, Guilherme, armado com um revólver, forçou-a a entrar em seu GM Kadett branco. Em seguida, ele a levou ao Sítio Santa Bárbara, uma área rural, e disparou três vezes contra ela, acertando-a na cabeça e nas costas. Logo após o crime, Guilherme fugiu com a criança.

  • Detalhes do crime:

    • Local: Sítio Santa Bárbara, Olímpia.

    • Arma: Revólver.

    • Vítima: Maria Beatriz Paiva, 24 anos.

    • Suspeito: Guilherme Crisóstomo da Silva, 25 anos.

Apesar dos ferimentos graves, Maria Beatriz caminhou até um sítio próximo e pediu socorro. Imediatamente, uma testemunha acionou o SAMU, que a levou à Santa Casa de Olímpia, onde ela permanece em observação, sem risco de morte.


Como a polícia agiu após o crime?

Rapidamente, a Polícia Militar (PM) e a Guarda Civil Municipal (GCM) iniciaram uma operação para localizar Guilherme e resgatar a criança. Além disso, após contato com a mãe do suspeito, os policiais descobriram que ele deixou o menino na casa de sua irmã, no bairro Harmonia. Assim, a criança foi resgatada em segurança.

  • Ações policiais:

    • Operação conjunta com PM (Cabo Adaor e Cabo Monteiro) e GCM.

    • Registro da ocorrência no Plantão Policial de Barretos, com o delegado Dr. Edson Winning.

    • Buscas pelo suspeito, que fugiu em um GM Kadett branco, placas BNO-2459.

Vale notar que Maria Beatriz já tinha uma medida protetiva contra Guilherme e registrara um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher (DDM). Portanto, a PM solicita que qualquer informação sobre o suspeito seja comunicada pelo 190.


Qual o impacto social da tentativa de feminicídio?

Casos como este em Olímpia destacam a urgência de combater a violência contra a mulher. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, em 2024, o estado registrou mais de 200 feminicídios e milhares de tentativas. Assim, a tentativa de feminicídio expõe lacunas na proteção de vítimas com medidas protetivas e reforça a necessidade de monitoramento de agressores.

  • Impactos sociais:

    • Cresce a insegurança entre mulheres em situação de violência doméstica.

    • Surge a demanda por mais casas-abrigo e suporte psicológico.

    • Aumenta a importância de denunciar abusos pelo 180.

Além disso, a comunidade de Olímpia se mobiliza com campanhas como o “Agosto Lilás”, que promove ações contra a violência de gênero. Dessa forma, o caso reforça a relevância de redes de apoio comunitário.


O que dizem especialistas sobre violência de gênero?

Conforme explica a psicóloga Dra. Ana Clara Mendes, especialista em violência doméstica, “o ciclo de abusos frequentemente precede a tentativa de feminicídio”. Ela destaca que medidas protetivas ajudam, mas precisam de fiscalização rigorosa. Da mesma forma, a delegada da DDM de Olímpia, Dra. Mariana Prado, afirma: “Denunciar é essencial, e a sociedade deve apoiar as vítimas sem julgamentos.”

  • Recomendações de especialistas:

    • Denuncie ameaças pelo 180 ou em delegacias.

    • Busque redes de apoio, como a Casa da Mulher Brasileira.

    • Promova educação para desconstruir o machismo desde cedo.

Portanto, especialistas alertam que a impunidade e a falta de recursos para monitorar agressores favorecem a reincidência, como no caso de Guilherme, que violou a medida protetiva.


Conclusão

A sobrevivência de Maria Beatriz Paiva inspira esperança, mas também exige reflexão sobre a violência de gênero. Enquanto a polícia busca Guilherme Crisóstomo, a sociedade deve se unir para proteger mulheres e prevenir novos casos de tentativa de feminicídio. Denunciar pelo 180, apoiar vítimas e cobrar políticas públicas são passos essenciais. Se souber algo sobre o suspeito, contate o 190 imediatamente.


FAQs

O que aconteceu com Maria Beatriz em Olímpia?
Guilherme baleou Maria Beatriz na cabeça e nas costas, mas ela sobreviveu e está na Santa Casa.

Como a polícia encontrou a criança sequestrada?
Após contato com a mãe do suspeito, a PM localizou a criança na casa da tia, no bairro Harmonia.

Maria Beatriz tinha proteção contra o agressor?
Sim, ela possuía medida protetiva e um boletim de ocorrência registrado na DDM de Olímpia.

Como denunciar violência contra a mulher?
Ligue para o 180 ou procure a delegacia mais próxima para relatar abusos ou ameaças.

RELATED ARTICLES

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -

Mais populares

Comentários recentes