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Poluição do Ar em Rio Preto: Alerta Vermelho para a Saúde

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A qualidade do ar em São José do Rio Preto, cidade vizinha a Olímpia, atingiu níveis alarmantes, com índices de poluição até três vezes acima do tolerável, segundo dados recentes da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Com o aumento das queimadas e o clima seco típico desta época do ano, respirar na região tornou-se um desafio, especialmente para grupos vulneráveis como idosos, crianças e pessoas com problemas respiratórios. Como essa crise afeta a saúde e o dia a dia dos moradores da região? Neste artigo, exploramos os impactos da poluição do ar, trazemos dados atualizados e orientações para proteger sua família.


O que está acontecendo com a qualidade do ar em Rio Preto?

A poluição do ar em São José do Rio Preto atingiu níveis críticos, com a concentração de material particulado fino (PM2.5) ultrapassando 75 µg/m³ em diversos dias de agosto e setembro de 2025, segundo monitoramento da Cetesb. Esse valor é três vezes superior ao limite de 25 µg/m³ estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uma média diária. A combinação de queimadas na região, ventos que transportam fumaça de incêndios florestais da Amazônia e do Centro-Oeste, além das emissões veiculares, criou um cenário preocupante.

  • Queimadas intensas: O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou mais de 156 mil focos de incêndio no Brasil em 2025, muitos afetando diretamente a qualidade do ar no interior de São Paulo.

  • Clima seco: A umidade relativa do ar caiu abaixo de 15% em Rio Preto, agravando a dispersão de poluentes.

  • Impacto regional: A fumaça de queimadas em estados vizinhos, como Mato Grosso, chega à região através dos chamados “rios voadores”, intensificando a poluição.

A situação levou a alertas da Cetesb, que classificou a qualidade do ar como “muito ruim” em diversos momentos, recomendando que a população evite atividades ao ar livre e mantenha portas e janelas fechadas.


Como a poluição do ar afeta os moradores de Olímpia e região?

A poluição do ar não respeita fronteiras municipais, e os impactos sentidos em Rio Preto reverberam em cidades próximas, como Olímpia. A fumaça e os poluentes atmosféricos, como o material particulado (PM2.5), têm consequências diretas na saúde, no meio ambiente e até na economia local.

  • Saúde em risco: A exposição prolongada ao PM2.5 pode causar ou agravar doenças respiratórias, como asma e bronquite, além de problemas cardiovasculares. Segundo a OMS, a poluição do ar é responsável por cerca de 51 mil mortes anuais no Brasil.

  • Impactos econômicos: A má qualidade do ar reduz a produtividade, aumenta faltas no trabalho e eleva os gastos com saúde pública. Em Olímpia, trabalhadores ao ar livre, como agricultores e vendedores ambulantes, são particularmente afetados.

  • Meio ambiente: A poluição atmosférica prejudica a agricultura, com perdas estimadas de até 15% na produtividade de culturas como a soja, devido à alta concentração de ozônio.

Moradores relatam dificuldades para respirar, irritação nos olhos e garganta seca, sintomas que se intensificam em dias de maior poluição. Em Olímpia, conhecida pelo turismo, a má qualidade do ar pode afastar visitantes, impactando negócios locais como hotéis e restaurantes.


O que dizem os especialistas sobre a crise de poluição?

Especialistas alertam que a poluição do ar em Rio Preto e região exige ações urgentes. Segundo Roberta Cerasi Urban, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), 27% do material particulado na região vem da queima de biomassa, enquanto 28% é proveniente de poeira e 18% de emissões veiculares. “As partículas finas são as mais perigosas, pois penetram profundamente nos pulmões e podem causar danos irreparáveis”, explica.

A Cetesb reforça a necessidade de medidas preventivas, como o uso de máscaras N95 ou PFF2 em áreas afetadas por queimadas. Além disso, o Instituto Alana, em estudo recente, destacou que o Brasil está atrasado em políticas públicas de controle da poluição. “Outros países, como França e Colômbia, implementam planos de emergência, como restrição de tráfego e suspensão de aulas, quando a poluição atinge níveis críticos. No Brasil, apenas São Paulo tem um plano de ação, e ele é insuficiente”, afirma João Paulo Amaral, pesquisador do Instituto Alana.

Para mitigar os impactos, especialistas sugerem:

  • Ações individuais: Usar purificadores de ar em casa, manter toalhas molhadas para umidificar ambientes e evitar exercícios físicos ao ar livre.

  • Políticas públicas: Ampliar o monitoramento da qualidade do ar e criar planos de emergência regionais.

  • Sustentabilidade: Investir em arborização urbana e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.


Conclusão

A crise da poluição do ar em São José do Rio Preto é um alerta para toda a região, incluindo Olímpia. Com níveis de poluentes três vezes acima do tolerável, é essencial que moradores tomem medidas de proteção e que autoridades invistam em soluções de longo prazo, como monitoramento em tempo real e políticas públicas mais rigorosas. A chegada de frentes frias previstas para os próximos dias pode aliviar temporariamente a situação, mas a reflexão sobre o impacto das queimadas e da poluição urbana deve continuar. Como você está lidando com a má qualidade do ar? Compartilhe suas experiências nos comentários e ajude a conscientizar a comunidade!


FAQs: Perguntas Frequentes sobre a Poluição do Ar

1. O que causa a poluição do ar em Rio Preto?
Queimadas, emissões veiculares e o clima seco elevam a concentração de partículas finas (PM2.5).

2. Como a poluição afeta a saúde?
Pode causar problemas respiratórios, cardiovasculares e irritações nos olhos e garganta.

3. Como se proteger da má qualidade do ar?
Use máscaras N95, mantenha ambientes fechados e evite atividades físicas ao ar livre.

4. Olímpia também está afetada?
Sim, a fumaça de queimadas e poluentes de Rio Preto impactam cidades vizinhas como Olímpia.


Fonte: Diário da Região – “Difícil de Respirar”

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