Em uma decisão histórica que movimentou o cenário político de Olímpia, a Câmara Municipal rejeitou as contas de Fernando Cunha referentes ao exercício de 2022 por 9 votos a 41. Além disso, a votação ocorreu em setembro de 2025 e representa um momento decisivo para a transparência administrativa na cidade. Por conseguinte, o resultado expõe problemas estruturais graves que afetaram diretamente a população olimpiense durante a gestão anterior.
O que levou à rejeição das contas do ex-prefeito?
Primeiramente, a Comissão Permanente de Finanças e Orçamento identificou uma série de irregularidades preocupantes2. Entre os principais problemas apontados, destacam-se:
- Déficit de vagas em creches municipais
- Escolas funcionando sem AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros)
- Falhas graves no planejamento orçamentário
Ademais, o Plano Plurianual (PPA) foi considerado inadequado pela comissão técnica7. De acordo com os vereadores, o documento carecia de objetivos claros e metas realistas. Consequentemente, isso comprometeu toda a execução orçamentária do município durante o período analisado.
Além do mais, a análise técnica revelou outros pontos críticos que fundamentaram a decisão:
- Falta de diagnósticos sobre as necessidades reais da população6
- Ineficiência na previsão de receitas municipais
- Deficiências estruturais no Plano Municipal
- Ausência de indicadores eficazes de desempenho
Quais são os impactos práticos dessa decisão para Olímpia?
Em primeiro lugar, a rejeição das contas tem consequências diretas no cenário político local. Com a aprovação do decreto legislativo, as contas de 2022 ficam oficialmente rejeitadas3. Portanto, o relatório será encaminhado ao Ministério Público para análise e possíveis desdobramentos legais.
Além disso, essa decisão impacta diretamente a credibilidade política do ex-prefeito. Os efeitos práticos incluem:
- Impedimento para ocupar cargos públicos (dependendo da decisão judicial)
- Possível inelegibilidade por até 8 anos
- Abertura de investigações complementares
Por outro lado, para a população de Olímpia, a decisão representa um avanço significativo. Afinal, demonstra que o Legislativo municipal está cumprindo seu papel fiscalizador. Dessa forma, aumenta-se a transparência e o controle social sobre os gastos públicos.
Entretanto, é importante destacar que a cidade ainda enfrenta os reflexos das deficiências apontadas. Por exemplo, o déficit de vagas em creches continua afetando centenas de famílias olimpienses. Da mesma forma, a questão da segurança nas escolas sem AVCB permanece como uma preocupação urgente.
Como foi o processo de análise e votação na Câmara?
Inicialmente, o processo começou em agosto de 2025, quando a Comissão de Finanças iniciou a análise detalhada5. Durante semanas, os vereadores examinaram documentos, relatórios e pareceres técnicos. Posteriormente, o parecer pela rejeição foi elaborado e apresentado ao plenário.
O debate na Câmara Municipal foi intenso e marcado por posicionamentos divergentes4. De um lado, nove vereadores defenderam a rejeição baseando-se em:
- Parecer técnico do Tribunal de Contas
- Relatórios da própria Comissão de Finanças
- Denúncias de irregularidades administrativas
Por outro lado, quatro vereadores votaram contra a rejeição, argumentando diferentes pontos. No entanto, a maioria prevaleceu, consolidando a decisão histórica.
Dessa maneira, o presidente da Câmara, Flávio Olmos (PP), conduziu a sessão que definiu o futuro político8. Entre os vereadores presentes, participaram da votação nomes conhecidos como:
- Luiz Antonio Moreira Salata (MDB)
- Marco Antonio Parolim de Carvalho – Marcão Coca (MDB)
- Luiz Gustavo Pimenta (União Brasil)
- Sônia Guerra (União Brasil)
- Charles Amaral (Podemos)

Quais foram as principais falhas administrativas identificadas?
Primeiramente, a análise técnica revelou problemas estruturais graves na gestão 2022. O mais preocupante foi a falta de planejamento estratégico adequado7. Sem dúvida, isso resultou em prejuízos diretos para os serviços públicos essenciais.
As principais deficiências administrativas incluíram:
- Educação comprometida: Falta de vagas suficientes nas creches municipais
- Segurança negligenciada: Escolas sem certificação de segurança contra incêndios
- Orçamento mal executado: Discrepâncias entre o planejado e o realizado
- Transparência limitada: Dificuldade no acesso a informações públicas
Além disso, a comissão identificou que não houve diagnósticos adequados sobre as necessidades da população6. Certamente, essa falha comprometeu a eficiência dos investimentos públicos. Como resultado, áreas prioritárias ficaram desassistidas enquanto recursos foram mal direcionados.
Outro ponto crítico foi a gestão financeira deficiente. De fato, a previsão de receitas mostrou-se completamente inadequada. Por consequência, projetos importantes foram paralisados e serviços básicos prejudicados.
O que acontece agora com o processo?
Após a rejeição pela Câmara, o processo segue seu trâmite legal estabelecido. Primeiramente, toda a documentação será encaminhada ao Ministério Público3. Em seguida, o órgão analisará se há elementos para ação judicial.
Os próximos passos incluem:
- Análise do Ministério Público Estadual
- Possível abertura de ação civil pública
- Investigação de improbidade administrativa
- Julgamento pelo Poder Judiciário
Paralelamente, Fernando Cunha tem direito à ampla defesa em todas as instâncias. Portanto, poderá apresentar recursos e contestações ao longo do processo. No entanto, a decisão da Câmara já produz efeitos políticos imediatos.
Enquanto isso, a atual administração municipal precisa corrigir os problemas identificados. Afinal, as deficiências apontadas ainda afetam o dia a dia dos olimpienses. Dessa forma, espera-se que as lições aprendidas resultem em melhorias concretas.

Perguntas Frequentes (FAQs)
Por quantos votos as contas foram rejeitadas? As contas foram rejeitadas por 9 votos a 4 na sessão da Câmara Municipal de Olímpia.
Quais foram os principais problemas encontrados nas contas? Déficit de creches, escolas sem AVCB e falhas graves no planejamento orçamentário municipal.
O que acontece após a rejeição das contas? O processo é encaminhado ao Ministério Público para análise e possíveis ações judiciais.
Fernando Cunha pode ficar inelegível? Sim, dependendo da decisão judicial, pode haver inelegibilidade por até 8 anos.
Em conclusão, a rejeição das contas de Fernando Cunha pela Câmara de Olímpia marca um momento crucial para a política local. Certamente, essa decisão reforça a importância da fiscalização e transparência na gestão pública. Por fim, cabe agora ao Ministério Público e ao Judiciário darem continuidade ao processo, enquanto a população aguarda por melhorias concretas nos serviços públicos que foram prejudicados durante o período analisado.
Fontes consultadas:


