DA REDAÇÃO – Uma mulher de 42 anos foi detida na noite de sábado (29), no bairro Harmonia, em Olímpia, após uma série de incidentes que incluíram invasão de domicílio, agressões, danos materiais e desacato às autoridades. A Guarda Civil Municipal atendeu a ocorrência, que também envolveu ameaças e arremesso de objetos contra a residência da vizinha, atingindo indiretamente uma criança de três anos, sem causar ferimentos.
Segundo o registro policial, J.A., de 42 anos, teria se dirigido à casa de J.O., de 27 anos, onde iniciou uma discussão acalorada que rapidamente escalou para agressões físicas e danos à propriedade. A situação culminou na elaboração de um Termo Circunstanciado e no encaminhamento da investigada para avaliação médica antes de ser apresentada à Polícia Civil.
O boletim de ocorrência detalha que J.A. invadiu a casa da vizinha, agredindo-a fisicamente ao puxar seus cabelos e tentando danificar os móveis, inclusive arrancando a cortina. Do lado de fora, a agressora quebrou a lixeira e lançou pedras, latas de cerveja e bitucas de cigarro em direção à varanda, ao telhado e ao portão da residência. Um dos objetos arremessados atingiu o filho da vítima, uma criança de três anos e meio, sem, contudo, causar lesões aparentes.
A situação se agravou com a chegada da Guarda Civil Municipal. J.A., que se encontrava do outro lado da rua, caminhou em direção aos agentes e à vítima, recusando-se a fornecer sua identificação. O registro policial relata que ela proferiu ofensas verbais contra os guardas, incluindo xingamentos e ameaças de que “iriam perder a farda”, o que exigiu a sua contenção imediata.
Já algemada e dentro da viatura, J.A. continuou a resistir, desferindo chutes contra os guardas, atingindo o rosto de um deles, embora sem causar lesões. Segundo o boletim, ela também tentou danificar o interior do veículo, ameaçando quebrar os vidros, o que resultou no uso de algemas também nos pés.
Posteriormente, a mulher foi encaminhada à UPA de Olímpia para avaliação médica e, em seguida, conduzida ao plantão policial de Barretos. De acordo com o registro, J.A. apresentava sinais de embriaguez e possível uso de substâncias ilícitas, recusando-se a prestar declarações e a assinar os autos da ocorrência.
A vítima foi informada sobre os prazos legais para apresentar representação criminal e eventual queixa, conforme previsto no Código Penal e na legislação de contravenções.


