O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou nesta segunda-feira (19) a maior delegação da história do país para os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Com 14 atletas confirmados em cinco modalidades distintas, o Brasil se prepara para um evento histórico na Itália, que acontecerá entre os dias 6 e 22 de fevereiro. Esta marca supera os 13 competidores de Sochi 2014, evidenciando o crescimento e a ambição nacional por resultados inéditos no cenário global dos esportes de gelo e neve.
Um Novo Capítulo para o Esporte de Inverno Brasileiro
A contagem recorde de participantes é um reflexo direto do investimento e planejamento a longo prazo do COB. Pela primeira vez, a equipe brasileira atinge um número tão expressivo, sinalizando não apenas uma expansão quantitativa, mas também qualitativa. A delegação de 14 atletas distribuídos por esqui alpino, esqui cross-country, snowboard, skeleton e bobsled, aspira a uma medalha que seria pioneira para o Brasil, elevando o patamar do país nos Jogos de Inverno.
Destaques e Promessas em Milão-Cortina
Entre os nomes que prometem brilhar na neve e no gelo estão atletas que já demonstraram grande potencial e conquistaram pódios na atual temporada. A expectativa é alta para Lucas Pinheiro Braathen no esqui alpino, Nicole Silveira no skeleton e Pat Burgener no snowboard, cujos desempenhos recentes os colocam como fortes candidatos a resultados expressivos, ao lado de veteranos experientes como Edson Bindilatti.
Talentos do Esqui Alpino: Experiência e Novas Conexões
O esqui alpino terá uma representação robusta, incluindo Lucas Pinheiro Braathen, que chega aos Jogos com impressionantes quatro pódios nesta temporada, sendo três pratas e um ouro. Filho de mãe brasileira e pai norueguês, Lucas passou a defender o Brasil em 2024, trazendo consigo uma bagagem de sucesso internacional. Ao seu lado, Christian Oliveira, nascido no Rio de Janeiro e com experiência em competições pela Noruega e pelos Estados Unidos, e Giovanni Ongaro, também de mãe brasileira e com troca de nacionalidade esportiva em 2024/25, fortalecem a equipe masculina. No feminino, Alice Padilha, carioca, quebra um jejum de duas edições sem a presença feminina na modalidade, garantindo a terceira vaga do esqui alpino brasileiro.
Velocidade e Precisão no Gelo: Skeleton e Bobsled
No skeleton, Nicole Silveira emerge como uma das grandes esperanças brasileiras. Com um impressionante quarto lugar no Mundial do ano passado e um bronze na Copa do Mundo em St. Moritz este mês, a gaúcha de 31 anos, que vive no Canadá desde a infância e tem experiência prévia no bobsled, demonstra consistência no alto nível. No bobsled, Edson Bindilatti, um ícone da modalidade, fará sua sexta participação olímpica, um feito notável para o baiano de 46 anos. Ele garantiu a vaga como piloto do trenó 4-man, e os demais três integrantes e um reserva serão anunciados em breve, completando a equipe que busca voos altos nas pistas de gelo.
Desafios na Neve: Snowboard e Esqui Cross-Country
O snowboard contará com Pat Burgener, um atleta de destaque com pódios recentes, e Agostinho Teixeira, que competirão na modalidade halfpipe. No esqui cross-country, o Brasil será representado por Eduarda Ribera, Bruna Moura e Manex Silva, demonstrando a abrangência da delegação em diversas disciplinas dos esportes de inverno, cada um trazendo sua dedicação e técnica para as provas de resistência na neve.
Estrutura e Visão Estratégica para o Futuro
Emílio Strapasson, chefe de Missão da delegação brasileira, enfatizou a importância desta marca histórica. “Uma delegação recorde representa um marco importante para os esportes de inverno no Brasil. Ela é reflexo direto de mais estrutura, melhor organização e planejamento de longo prazo”, declarou. Ele também ressaltou a posição consolidada do Brasil como a terceira força das Américas e a principal da América do Sul no Movimento Olímpico de Inverno, um testemunho do trabalho árduo e da visão estratégica que impulsionam o #TimeBrasil a novos patamares.
Com a maior delegação de sua história e atletas em ascensão no cenário mundial, o Brasil se prepara para Milão-Cortina 2026 com um misto de esperança e determinação. Os Jogos Olímpicos de Inverno serão uma vitrine para o talento brasileiro e uma oportunidade sem precedentes para alcançar uma medalha inédita, consolidando o país como uma potência emergente nos esportes de inverno e inspirando futuras gerações.


