A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) teve início na segunda-feira, reunindo líderes globais e especialistas em Belém, Pará. O evento visa fomentar discussões e estratégias para limitar o aquecimento global a 1,5°C. A Tereos, grupo do setor agroindustrial, marcou presença em seis painéis, com foco em ações de descarbonização tanto no campo quanto na indústria, destacando o papel crucial do agronegócio na busca por soluções climáticas.
Kristell Guizouarn, diretora global de Public Affairs, ESG e Comunicação da Tereos, enfatizou o compromisso da empresa em diminuir sua própria pegada de carbono. Segundo a executiva, a empresa está investindo em agricultura regenerativa e na redução do uso de insumos sintéticos, otimizando o balanço de carbono.
No Brasil, o diretor-presidente da Tereos, Pierre Santoul, detalhou as metas de descarbonização para as operações no país. A empresa almeja uma redução de 36% em sua pegada de carbono até 2032, buscando também o uso de biocombustíveis.
Além disso, a Tereos apoiou o estudo “Descarbonização do agronegócio: caminhos para reduzir emissões e promover sustentabilidade”, elaborado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). O documento, que reúne contribuições de mais de 40 entidades e empresas do setor, incluindo Tereos, Amaggi, Bayer, Citrosuco, Nestlé e Syngenta, foi entregue ao presidente da COP30 e mapeia oportunidades e estratégias para acelerar a redução de emissões.
Felipe Mendes, diretor de Sustentabilidade da Tereos, ressaltou a importância da criação da Agrizone, um espaço dedicado ao agronegócio dentro da COP30. Segundo Mendes, a presença do setor é um divisor de águas, facilitando a integração de esforços e o compartilhamento de conhecimento para o alcance das metas climáticas.


