A Tereos anunciou uma parceria estratégica com a Embrapa para o fornecimento de energia durante a COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, sediada em Belém, Pará. O acordo visa garantir o abastecimento energético da AgriZone, situada na sede da Embrapa Amazônia Oriental, localizada a menos de dois quilômetros das áreas oficiais do evento, conhecidas como Blue Zone e Green Zone.
O acordo vai além do período da COP30, com a Tereos comprometendo-se a doar energia elétrica renovável, gerada a partir de biomassa da cana-de-açúcar, à unidade da Embrapa Amazônia Oriental por um período de dois anos. Esta iniciativa tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e fortalecer a infraestrutura de campo da instituição, impulsionando pesquisas agropecuárias.
“Essa parceria reforça nosso papel na diversificação da matriz energética brasileira e na adoção de soluções mais sustentáveis em grandes eventos”, afirma Felipe Mendes, diretor de sustentabilidade, novos negócios e relações institucionais da Tereos. “É um passo importante dentro da nossa estratégia e reflete nosso compromisso com o desenvolvimento de soluções que beneficiem o meio ambiente e a sociedade.”
A AgriZone, um espaço dedicado à inovação e sustentabilidade, apresentará tecnologias voltadas para a produção de alimentos de baixo carbono e a adaptação às mudanças climáticas. O local também servirá como plataforma para debates sobre segurança alimentar e práticas agrícolas sustentáveis.
Durante a COP30, a Tereos participará de painéis de discussão sobre a redução de emissões e a sustentabilidade na cadeia de valor do agronegócio. A empresa pretende apresentar os resultados do seu plano de descarbonização, alinhado com as melhores práticas globais, como a Science Based Targets initiative (SBTi).
A Tereos também co-liderou um estudo, em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e mais de 40 organizações do setor, que mapeia estratégias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) no agronegócio brasileiro. O estudo identifica práticas como sistemas integrados, plantio direto, recuperação de pastagens e o uso de bioinsumos como alternativas para diminuir o impacto ambiental do setor.


