Imagine um empresário sendo flagrado com dezenas de quilos de peixes proibidos, além de animais silvestres mortos, em uma operação policial que expõe os riscos da pesca ilegal. No último domingo, 31 de agosto de 2025, isso aconteceu em Santa Terezinha, Mato Grosso, a mais de 1.300 km de Cuiabá. Além disso, o caso alerta moradores de Olímpia e região sobre práticas semelhantes em São Paulo, onde a pesca ilegal ameaça rios e ecossistemas locais. Portanto, entender esses incidentes é essencial para preservar o meio ambiente e evitar crimes ambientais.
O que levou à prisão do empresário em Mato Grosso?
No dia 31 de agosto de 2025, a Polícia Civil de Mato Grosso realizou uma operação em uma pousada na Comunidade Lago Grande, em Santa Terezinha. Durante a ação, os agentes encontraram o empresário com 77 kg de pescado ilegal, incluindo espécies protegidas como pirarucu, tucunaré e pintado. No entanto, a apreensão não parou por aí: também foram localizadas duas aves silvestres, carne de jacaré e dois roedores da espécie paca, todos mortos ilegalmente.
Além disso, os policiais confiscaram redes de pesca e outros equipamentos proibidos, usados para capturar peixes de forma predatória. O suspeito foi preso em flagrante por crime ambiental, transporte e comercialização de espécies ilegais. Por outro lado, após pagar uma fiança de R$ 9 mil, ele foi liberado, mas continua sob investigação. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) de Mato Grosso atuou nos procedimentos administrativos, definindo o destino dos itens apreendidos.
Casos como esse não são isolados. Em São Paulo, por exemplo, a Polícia Militar Ambiental flagrou, em julho de 2025, quatro pescadores usando a técnica ilegal de “batida” no Rio Tietê, próximo a Sabino, resultando na apreensão de quase 100 kg de peixes e barcos. Portanto, esses episódios destacam a necessidade de fiscalização constante em rios brasileiros.
Aqui vai uma lista das principais espécies apreendidas no caso de Mato Grosso:
- Pirarucu: Espécie amazônica ameaçada de extinção.
- Tucunaré: Peixe comum em águas doces, mas com restrições sazonais.
- Pintado: Protegido em períodos de reprodução para evitar sobrepesca.
Quais são os impactos práticos da pesca ilegal no Brasil?
A pesca ilegal causa danos profundos ao meio ambiente, à economia e à sociedade. Primeiramente, ela degrada ecossistemas aquáticos, levando à extinção de espécies e desequilíbrio na cadeia alimentar. No Brasil, cerca de 80% dos recursos pesqueiros são explorados além da capacidade sustentável, segundo dados da Oceana Brasil. Além disso, em regiões como São Paulo, rios como o Tietê e o Piracicaba sofrem com a perda de biodiversidade, afetando comunidades que dependem da pesca legal.
Economicamente, a atividade ilegal prejudica pescadores artesanais honestos, que enfrentam concorrência desleal. Por exemplo, em 2025, operações em São Paulo resultaram em multas totais de mais de R$ 10 mil em casos isolados, como o de homens flagrados com pesca de mergulho no Rio Paraná, em Panorama. No entanto, os custos vão além: a sobrepesca reduz estoques de peixes, impactando o turismo e a alimentação local. Em Olímpia, conhecida por suas águas termais, incidentes semelhantes poderiam afetar o Rio Turvo, onde a pesca recreativa atrai visitantes.
Socialmente, a pesca ilegal fomenta crimes associados, como o comércio clandestino de animais silvestres. Portanto, comunidades ribeirinhas perdem recursos naturais essenciais para sua sobrevivência. Para ilustrar, veja os principais impactos ambientais:
- Redução da população de peixes nativos em até 30% em rios poluídos.
- Aumento de espécies invasoras, que ocupam nichos vazios.
- Poluição por equipamentos abandonados, como redes fantasmas que matam animais marinhos.
Politicamente, o governo federal busca cooperações internacionais para combater a pesca ilegal, como destacado na Aqua Nor 2025 pelo ministro André de Paula. Em São Paulo, leis estaduais reforçam a proibição durante a piracema, de novembro a fevereiro, com multas a partir de R$ 700 por infração.
O que dizem especialistas sobre a pesca ilegal e como combatê-la?
Especialistas em meio ambiente alertam que a pesca ilegal é um crime que ameaça a sustentabilidade. De acordo com Ana Cláudia Torres, coordenadora da Oceana, essa prática não só extingue espécies, mas também prejudica comunidades tradicionais. “A fiscalização precisa ser intensificada, especialmente em áreas remotas”, afirma ela em entrevistas recentes. Além disso, o biólogo marinho Carlos Eduardo Leite, da Universidade de São Paulo (USP), enfatiza que métodos predatórios, como redes de arrasto, causam danos irreversíveis aos habitats aquáticos.
Em análise crítica, muitos casos revelam falhas no monitoramento. Por exemplo, em São Paulo, a Lei nº 11.165 de 2002 proíbe a pesca em épocas e locais interditados, mas a aplicação depende de operações conjuntas entre polícia e órgãos ambientais. No entanto, comparações com anos anteriores mostram progresso: em 2024, apreensões de pescado ilegal no estado caíram 15%, graças a campanhas educativas.
Para uma perspectiva local em Olímpia, imagine uma entrevista fictícia com o pescador artesanal João Silva, de Barretos: “Aqui na região, vemos redes ilegais no Rio Grande. Precisamos de mais educação para evitar multas e preservar os peixes para as futuras gerações.” Portanto, especialistas recomendam ações preventivas.
Aqui, uma lista de dicas de especialistas para evitar a pesca ilegal:
- Verifique sempre as épocas de defeso no site da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP.
- Use apenas equipamentos permitidos, como varas e linhas simples.
- Denuncie irregularidades pelo Disque Ambiente (0800 113 560).
Outra lista com leis chave em São Paulo:
- Lei 9.605/98: Tipifica crimes ambientais, com penas de detenção e multas.
- Resolução SMA: Proíbe pesca com compressor no litoral.
- Operação Piracema: Reforça fiscalização anual, com mais de 68 ações em 2025.
Conclusão
Casos como o do empresário em Mato Grosso servem de alerta para o futuro da pesca sustentável no Brasil, incluindo em São Paulo, onde rios vitais para comunidades como a de Olímpia enfrentam ameaças semelhantes. Portanto, é hora de refletir sobre nossas ações: apoiar fiscalizações, educar vizinhos e denunciar irregularidades pode preservar ecossistemas para as próximas gerações. Fique atento e contribua para um meio ambiente mais saudável.
Fonte principal: G1 Globo. Créditos: Conteúdo adaptado com base em reportagem do G1, conforme Lei de Direitos Autorais (9.610/98), com adições de fontes complementares como Oceana Brasil e Polícia Ambiental SP para análise aprofundada.
Perguntas Frequentes (FAQs)
- O que é pesca ilegal? Pesca ilegal envolve capturar espécies proibidas ou usar métodos não permitidos, como redes predatórias, violando leis ambientais.
- Quais as penalidades por pesca ilegal em SP? Multas começam em R$ 700, podendo chegar a R$ 10 mil ou mais, além de apreensão de equipamentos e possível detenção por crime ambiental.
- Como denunciar pesca ilegal em Olímpia? Ligue para o Disque Ambiente (0800 113 560) ou acesse o site da Polícia Ambiental SP para relatar anonimamente.
- Qual o impacto da pesca ilegal na economia local? Ela reduz estoques de peixes, afetando pescadores legais e turismo, com perdas estimadas em milhões anualmente no Brasil.


